A Operação Vida, realizada no fim de semana em Curitiba, reuniu mais de 600 policiais militares em ações ostensivas, blitze e cumprimentos de mandados de busca e apreensão. Entre sexta-feira e domingo, a PM abordou 4.690 pessoas, 2.492 veículos, oito coletivos e 44 táxis; 25 suspeitos foram encaminhados a delegacias.
Para oferecer segurança aos curitibanos, foram montados 30 pontos de bloqueio em todas as regiões da cidade. “Alcançamos nossos objetivos. Queríamos uma mobilização grande, com toda a Curitiba sendo observada, sabendo que haveria policiais militares nas ruas”, disse o comandante-geral da PM, coronel Marcos Teodoro Scheremeta.
De acordo com o comandante, o maior resultado deste tipo de operação é a prevenção. “Quando a população observa a presença da Polícia Militar na rua, sente-se mais segura”, disse. Scheremeta explicou que o governador Beto Richa e o secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeira Cesar, determinaram o reforço no policiamento da Grande Curitiba. “Para isso, estamos unindo esforços de diversas unidades da Polícia Militar, além da Guarda Municipal e da Polícia Civil”.
EMBRIAGUEZ – Segundo dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (Bptran), nos fins de semana são registrados em média de 15 a 20 acidentes com condutores sob efeito de bebida alcoólica. Neste fim de semana, no entanto, foram apenas oito – e na sexta-feira, dia em que a operação foi mais intensa, somente dois.
Ainda durante a operação, foram apreendidas duas armas de fogo, 33 munições e 28 veículos. A PM também lavrou 119 autos de infração, 10 flagrantes, 13 termos circunstanciados, dois inquéritos e um ato infracional, além de atender a 13 ocorrências envolvendo drogas.
Parte da operação, relacionada a crimes ambientais, foi realizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana. “Preservamos vidas, evitamos acidentes com vítimas, impedimos furtos e roubos e, principalmente, mostramos para a população de Curitiba e região que a Polícia Militar está na rua”, disse Scheremeta.
EFETIVO – Entre os integrantes da operação, 680 eram policiais militares e 90, guardas municipais. O efetivo da PM foi composto por batalhões da capital (12º, 13º, 20º BPMs), do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Regimento de Polícia Montada (RPMon), Companhia de Eventos, e da Escola de Formação de Oficiais (EsFO).
“Esta é uma das ações de reforço no policiamento determinadas pelo plano de segurança Paraná Seguro do Governo do Estado”, afirmou o coronel Júlio Ozga Nóbrega, subcomandante-geral da PM.
RESUMO – O Batalhão de Polícia Ambiental cumpriu, na sexta-feira, 19 mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de 135 pássaros, sete armadilhas, duas caixas de transporte, 122 gaiolas e dois balões (grandes). Foram autuadas 13 pessoas e emitidas duas notificações de comparecimento. O valor total das multas aplicadas foi de R$ 74,5 mil, todas referentes às aves.
Das pessoas encaminhadas durante a operação, 11 adultos e um adolescente foram pegos com drogas – para eles, foram lavrados termos circunstanciados e ato infracional. Um homem foi levado à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) por estar com a habilitação suspensa. Outros dois homens, um de 35 anos e outro de 27 anos, foram presos com R$ 500 em notas falsas e encaminhados à Polícia Federal.
Uma jovem de 21 anos e três rapazes, de 27, 18 e 21 anos, foram encaminhados aos Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac) por portarem uma pistola calibre 9 milímetros e aproximadamente 62 gramas de cocaína. Um homem, de 45 anos, foi encaminhado ao Ciac por portar um revólver calibre 38. Outros dois adultos foram encaminhados à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran).
Uma mulher foi encaminhada ao Ciac por agressão e outra, por roubo a coletivo. Com a suspeita de assalto, foi recuperado o telefone celular do cobrador. Outros dois homens, ambos de 31 anos, foram presos com uma motocicleta Honda/CG 125 roubada e um GM/Corsa furtado. A dupla foi encaminhada para a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Operação Vida colocou mais de 600 policiais nas ruas da capital.
Fernanda Richa apresenta política de assistência social a mulheres de prefeitos.

A Secretaria da Família e Desenvolvimento Social promoveu nesta segunda-feira (19) um encontro com primeiras-damas e gestoras da assistência social da região dos Campos Gerais e Centro Sul do Paraná. Representantes de 18 municípios do Estado participaram do evento, realizado no Palácio das Araucárias, em Curitiba. Durante a reunião, a secretária Fernanda Richa apresentou o plano de gestão, as metas de governo, as diretrizes da nova política estadual de assistência social, a estrutura organizacional da secretaria e a equipe de gabinete e coordenadores técnicos da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social.
Foi o terceiro encontro de apresentação para gestoras de assistência social desde a criação da secretaria, em 28 de junho deste ano. “Antes, a política de ação social estava dispersa. Agora, assumimos atribuições que eram da Secretaria do Trabalho, repassamos outras para a Secretaria da Justiça, estamos ajustando metas e orçamento para desenvolver e implantar programas para a promoção e emancipação das famílias em situação de vulnerabilidade social”, disse Fernanda Richa.
A secretária da Família também apresentou as equipes técnicas que vão comandar os escritórios regionais de Irati, Ponta Grossa, Guarapuava e Pitanga. “Com os escritórios regionais, descentralizamos a administração e nos aproximamos mais ainda dos municípios”, explicou a secretária.
Para a primeira-dama de Telêmaco Borba, Rita de Paula Araújo, o desconhecimento sobre as atribuições da assistência social em pequenos municípios ainda é grande. “Muitas vezes, antes de atuar, a Secretaria da Assistência Social municipal precisa educar e se fazer respeitar. Com assessoramento e apoio técnico do Estado, estamos mudando essa realidade, delimitando nossa área de atuação e sabendo apontar e valorizar nossas ações”, avaliou.
“É importante que o governo promova reuniões assim. Hoje conseguimos nos atualizar sobre o andamento dos programas da Secretaria da Família, saber quais são os planos para a assistência social no Paraná e ouvir sobre as experiências de outras cidades”, disse Telma Viana, gestora de assistência social do município de Reserva. Para ela, encontros assim aproximam a administração dos municípios do Governo do Estado.
Participaram do encontro representantes dos municípios de Carambeí, Ipiranga, Jaguariaíva, Ortigueira, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Reserva, Sengés, Telêmaco Borba, Tibagi, Ventania, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Irati, Rio Azul e Teixeira Soares.
Beto Richa libera duplicação de trecho da BR 277 na região Oeste

O governador Beto Richa liberou nesta segunda-feira (19/09) a emissão da ordem de serviço para a duplicação de um trecho de 14,4 quilômetros da BR 277, entre os municípios de Matelândia e Medianeira, na região Oeste do Paraná. Os projetos já foram concluídos e autorizados pelo Departamento Estradas de Rodagem (DER). Richa destacou que a realização da obra é fruto do diálogo e do entendimento entre o governo e a concessionária que administra a rodovia. Ele afirmou que vem tratando a questão do pedágio com responsabilidade e abriu uma frente de diálogo que não existia. "Esta obra estava prevista no contrato original mas foi excluída a necessidade da concessionária de fazer esta obra. Agora, fruto do entendimento entre o governo e a empresa, estamos retomando o projeto que é fundamental para quem usa aquela estrada", disse o governador Beto Richa. "Conseguimos fazer prevalecer o interesse público".
A duplicação ficará a cargo da concessionária Ecocataratas, que já manifestou interesse em executar a obra o mais breve possível. As obras devem ser iniciadas em 45 dias e finalizadas no prazo de um ano e meio. Além de uma nova pista de rolagem, o projeto prevê a construção de trincheiras, vias marginais e viadutos.
Os 14,4 quilômetros que serão duplicados compõem o setor mais crítico da ligação entre Medianeira e Cascavel. Segundo a secretaria estadual de Infraestrutura e Logística, levantamentos apontam que a maioria dos acidentes na via ocorrem no trecho. Entre janeiro de 2008 e julho de 2011, a Polícia Rodoviária Federal atendeu 730 ocorrências, com 29 mortes.
Ao longo do trajeto serão construídas três trincheiras para dar mais segurança e facilitar o acesso dos moradores de comunidades vizinhas a rodovia. “A duplicação é o resultado do diálogo do governo com as concessionárias, visando dar mais segurança aos usuários das rodovias e melhorar a logística estadual de transportes”, acrescentou o secretário de Infraestrutura e Logística José Richa Filho.
Foco de febre aftosa notificado no Paraguai mobiliza o Paraná.
A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) está adotando de forma emergencial todos os procedimentos técnicos para evitar a circulação do vírus da febre aftosa no estado do Paraná. A mobilização está ocorrendo após o Estado ser comunicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a ocorrência de um foco de febre aftosa no Paraguai, fato que foi notificado nesta segunda-feira (19) à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).
Como medida preventiva inicial, o Ministério da Agricultura suspendeu o ingresso e trânsito de animais, produtos e subprodutos de animais suscetíveis à febre aftosa vindos do Paraguai, na região de fronteira com o Brasil.
O foco de febre aftosa foi identificado no departamento (estado) de San Pedro, localidade denominada Sargento Loma, que fica a cerca de 235 quilômetros de Guaíra (PR) e a 126 quilômetros da divisa com o Mato Grosso do Sul. O vírus encontrado e notificado à OIE é do tipo O, mais comum na América do Sul.
No Paraná, o departamento de Fiscalização e Defesa Sanitária da Seab está reforçando a fiscalização sobre o trânsito de animais e cargas de produtos e subprodutos de origem animal em toda a área de abrangência da fronteira com o Mato Grosso do Sul e com os países vizinhos.
Para essa região, onde estão instalados seis postos de fiscalização, a Secretaria da Agricultura está intensificando a vigilância sanitária, deslocando pessoal para as unidades onde é necessário um reforço de técnicos.
No posto de fiscalização de Foz do Iguaçu, por onde passam cargas de animais e produtos, o Ministério da Agricultura, órgão responsável pela vigilância em fronteiras internacionais, reforçou a atenção.
Mesmo assim, a Secretaria da Agricultura se prontificou a reforçar o trabalho do Ministério, inclusive com pessoal, para resguardar os interesses do Paraná e do mercado brasileiro, informa o diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Sanitária, Marco Antonio Teixeira Pinto.
Em outra medida preventiva, a Seab vai reforçar o rastreamento que faz nas vistorias às propriedades onde se encontram animais vindos de outros estados, principalmente do Mato Grosso do Sul. Será feita uma investigação clínica nos animais para ver se não há sintomas aparentes da doença.
Teixeira Pinto disse que o Paraná está seguindo todas as orientações para proteger o rebanho paranaense, conforme determina o Ministério da Agricultura. As mesmas recomendações foram enviadas pelo órgão federal para os demais estados que fazem fronteira com o Paraguai, como o Mato Grosso do Sul onde a área de fronteira é maior.
“Se o estado do Mato Grosso do Sul adotar todas as medidas preventivas recomendadas e a vigilância reforçada no Paraná for mantida, acredito que será possível barrar a circulação do vírus”, avalia Teixeira Pinto.
ALERTA – O governo faz um alerta a todos os produtores paranaenses para que se envolvam nessa mobilização da vigilância sanitária. As comunidades, através dos Conselhos Municipais de Sanidade (CSAs), devem auxiliar no processo de vigilância e orientação aos produtores para que evitem ou denunciem casos de trânsito irregular de animais, sem o acompanhamento da Guia de Trânsito Animal (GTA) – documento emitido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Outro alerta é dirigido diretamente às pessoas que transitaram pelo Paraguai, nas áreas de foco da febre aftosa, para que evitem contato com animais em solo brasileiro.
O último foco de febre aftosa registrado no Paraná foi em 2005 e, desde então, a doença não mais se manifestou no Estado. Para manter o controle da vigilância, duas campanhas de vacinação contra a doença são realizadas todos os anos.
A Secretaria da Agricultura está adotando todos os procedimentos técnicos para pleitear nos próximos anos, junto ao Ministério da Agricultura e à OIE, o reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação.
Como medida preventiva inicial, o Ministério da Agricultura suspendeu o ingresso e trânsito de animais, produtos e subprodutos de animais suscetíveis à febre aftosa vindos do Paraguai, na região de fronteira com o Brasil.
O foco de febre aftosa foi identificado no departamento (estado) de San Pedro, localidade denominada Sargento Loma, que fica a cerca de 235 quilômetros de Guaíra (PR) e a 126 quilômetros da divisa com o Mato Grosso do Sul. O vírus encontrado e notificado à OIE é do tipo O, mais comum na América do Sul.
No Paraná, o departamento de Fiscalização e Defesa Sanitária da Seab está reforçando a fiscalização sobre o trânsito de animais e cargas de produtos e subprodutos de origem animal em toda a área de abrangência da fronteira com o Mato Grosso do Sul e com os países vizinhos.
Para essa região, onde estão instalados seis postos de fiscalização, a Secretaria da Agricultura está intensificando a vigilância sanitária, deslocando pessoal para as unidades onde é necessário um reforço de técnicos.
No posto de fiscalização de Foz do Iguaçu, por onde passam cargas de animais e produtos, o Ministério da Agricultura, órgão responsável pela vigilância em fronteiras internacionais, reforçou a atenção.
Mesmo assim, a Secretaria da Agricultura se prontificou a reforçar o trabalho do Ministério, inclusive com pessoal, para resguardar os interesses do Paraná e do mercado brasileiro, informa o diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Sanitária, Marco Antonio Teixeira Pinto.
Em outra medida preventiva, a Seab vai reforçar o rastreamento que faz nas vistorias às propriedades onde se encontram animais vindos de outros estados, principalmente do Mato Grosso do Sul. Será feita uma investigação clínica nos animais para ver se não há sintomas aparentes da doença.
Teixeira Pinto disse que o Paraná está seguindo todas as orientações para proteger o rebanho paranaense, conforme determina o Ministério da Agricultura. As mesmas recomendações foram enviadas pelo órgão federal para os demais estados que fazem fronteira com o Paraguai, como o Mato Grosso do Sul onde a área de fronteira é maior.
“Se o estado do Mato Grosso do Sul adotar todas as medidas preventivas recomendadas e a vigilância reforçada no Paraná for mantida, acredito que será possível barrar a circulação do vírus”, avalia Teixeira Pinto.
ALERTA – O governo faz um alerta a todos os produtores paranaenses para que se envolvam nessa mobilização da vigilância sanitária. As comunidades, através dos Conselhos Municipais de Sanidade (CSAs), devem auxiliar no processo de vigilância e orientação aos produtores para que evitem ou denunciem casos de trânsito irregular de animais, sem o acompanhamento da Guia de Trânsito Animal (GTA) – documento emitido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Outro alerta é dirigido diretamente às pessoas que transitaram pelo Paraguai, nas áreas de foco da febre aftosa, para que evitem contato com animais em solo brasileiro.
O último foco de febre aftosa registrado no Paraná foi em 2005 e, desde então, a doença não mais se manifestou no Estado. Para manter o controle da vigilância, duas campanhas de vacinação contra a doença são realizadas todos os anos.
A Secretaria da Agricultura está adotando todos os procedimentos técnicos para pleitear nos próximos anos, junto ao Ministério da Agricultura e à OIE, o reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação.
domingo, 18 de setembro de 2011
Paraná deve receber R$ 120 milhões para reforçar sistema penitenciário
O Governo do Estado aguarda para os próximos dias o anúncio oficial do Ministério da Justiça da liberação de cerca de R$ 120 milhões para obras de reforma, ampliação e construção de novas unidades prisionais no Paraná. A informação foi dada pelo governador Beto Richa durante reunião, na noite de quinta-feira (15), em Maringá, com os 30 prefeitos da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep).
Segundo Richa, as negociações com o governo federal estão bem adiantadas e a presidente Dilma Rousseff sinalizou positivamente ao pedido do Paraná em função do alto índice de presos em delegacias de polícia no Estado. “Dos 50 mil presos em distritos policiais no Brasil, o Paraná tem 15 mil”, informou o governador. “Com esses recursos será possível abrir vagas em presídios para a transferência de presos que estão em situação irregular”.
A secretária da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, disse que o detalhamento dos projetos para reforçar o sistema prisional paranaense deverá ser concluído na próxima semana e vai indicar onde o governo fará os investimentos. “Nossa intenção é abrir novas celas e também espaços de aprendizado para os detentos, com cursos de educação normal e profissionalizante”, informou ela.
REGIÃO METROPOLITANA – O encontro na Amusep reuniu 30 prefeitos que querem elaborar em conjunto um planejamento integrado para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Maringá. “No que o Estado puder, ajudaremos”, afirmou o governador, reafirmando o perfil municipalista do governo: “Juntos encontraremos os melhores caminhos. Só mudaremos o Paraná com ações nos municípios”, disse.
A Região Metropolitana de Maringá abriga 670 mil pessoas e a intenção dos prefeitos é reunir o setor público, a iniciativa privada e lideranças comunitárias para traçar um planejamento de investimentos para os próximos 20 anos.
O prefeito de Maringá, Silvio Barros, disse que o diagnóstico com os problemas e projetos será elaborado por uma equipe técnica. Segundo ele, é fundamental a ajuda financeira do governo para a consolidação do programa. “Precisamos desenvolver a região de maneira articulada e, para isso, é preciso conhecer o perfil de cada município. Serão necessários cerca de R$ 2 milhões para por em prática as idéias”, afirmou.
O vice-presidente da Amusep e prefeito de Ivatuba, Vanderlei Santini, destacou algumas das propostas do programa, como a integração do transporte coletivo, a ampliação do sinal de internet, a integração telefônica e a atração de novas indústrias. Ele afirmou que a presença do governador na reunião é histórica e representa um novo momento para a região.
Participaram da reunião os prefeitos de Ângulo, Astorga, Atalaia, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Floresta, Flórida, Iguaraçu, itaguajé, Itambé, Ivatuba, Lobato, Mandaguari, Mandaguaçu, Marialva, Maringá, Munhoz de Mello, Nossa Senhora das Graças, Nova Esperança, Ourizona, Paiçandu, Paranacity, Presidente Castelo Branco, Santa Fé, Santa Inês, Santo Inácio, São Jorge do Ivaí, Sarandi e Uniflor. Além de deputados, empresários e lideranças comunitárias.
Governo lança novo mapa de recursos hídricos do Paraná
O governador Beto Richa recebeu nesta sexta-feira (16) uma cópia da nova
Base Hidrográfica Oficial do Paraná. O Estado é o primeiro do país a
dispor de uma base hidrográfica oficial homologada pela Agência Nacional
de Águas (ANA), na escala de 1 para 50 mil. A nova ferramenta foi inteiramente financiada pela Copel e teve a participação de doze organismos e instituições da administração pública estadual e federal, sob coordenação do Instituto das Águas do Paraná (Aguasparaná). Estão mapeados, identificados, codificados e detalhados os mais de 976 mil cursos d’água de todos os portes existentes no Estado – inclusive com a caracterização do relevo, representado por curvas de nível com resolução de até 20 metros.
Richa destacou a sinergia entre os diferentes órgãos e agradeceu o trabalho dos técnicos envolvidos no projeto. Disse que esta é mais uma demonstração de que a Copel caminha para voltar a ser referência nacional no setor energético, embalada pelo novo momento que vive o Paraná. “Esse estudo permite que possamos ter um planejamento do uso responsável da água e um desenvolvimento sustentável no Estado, com preservação do meio ambiente”, disse Richa.
Para o governador, a ferramenta ajuda a conhecer todo o potencial a ser explorado com projetos de geração de energia, como em Pequenas Centrais Hidrelétricas, e para avaliar o abastecimento de água em todas as regiões, que ele considera fundamental para os empreendimentos que o Governo do Estado está buscando para gerar riqueza, emprego e renda no Paraná.
No evento, realizado na sede da Copel, em Curitiba, o governador também autorizou a renovação de um convênio entre a estatal de energia e o Instituto das Águas para a operação conjunta e uso compartilhado dos dados hidrológicos colhidos por uma rede de 83 estações de medição instaladas no Estado. O acordo terá vigência de quatro anos e prevê o repasse da Copel de R$ 4,1 milhões para a Aguasparaná nesse período.
PIONEIRISMO - O presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, destacou o pioneirismo doe projeto, que permite conhecer melhor as riquezas naturais do estado. Ele explicou que a nova base hidrográfica uniformiza e promove a integração das informações disponíveis em inúmeros mapas já produzidos sobre os recursos hídricos do Paraná. “Em razão de sua importância, a Base Hidrográfica Oficial do Paraná estará na internet para uso e consulta de todos os interessados, ajudando a promover o crescimento harmonioso e sustentável do Estado”.
A Base Hidrográfica Oficial é integrada por um estudo altimétrico, a rede hídrica codificada e o detalhamento das microbacias paranaenses, todos na mesma base cartográfica, em escala de 1 para 50 mil. O mapeamento é acompanhado de um Sistema de Informações Geográficas com grande nível de detalhamento, que oferece inúmeras aplicações no processo de formulação e implantação de políticas públicas para o crescimento sustentável do Estado.
A elaboração do estudo custou R$ 1,6 milhão e foi realizada durante três anos por profissionais da Copel, Aguasparaná, Sanepar, Mineropar, Itaipu, Comec, Emater, Paranacidade, Secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná, ITCG e Lactec.
O presidente do Instituto das Águas do Paraná, Márcio Nunes, disse que o novo estudo é fundamental, porque unifica a base cartográfica, hidrográfica e altimétrica. “Isso possibilita, por exemplo, que empreendedores que desejem fazer loteamentos possam se a área é passível de alagamentos ou não, e também para a implantação de novas indústrias”, afirmou.
Segundo Márcio Nunes, o Paraná é um grande manancial de água no país. “Hoje apenas 3% de todo o nosso potencial hídrico é utilizado, ainda temos 97% a ser explorados. Podemos usar todo esse potencial para geração de riqueza, energia e desenvolvimento, sem esquecer da preservação desse podentical para as gerações futuras”, afirmou.
MODELO NACIONAL — O superintendente de gestão da informação da Agência Nacional de Águas, Sérgio Augusto Barbosa, disse que o trabalho realizado pelo Paraná é um modelo que deve ser seguido pelos demais estados porque traz um conhecimento do território necessário para o planejamento de todo tipo de investimento, especificamente na gestão de recursos hídricos. “O Brasil precisa avançar para ter uma melhor escala cartográfica e um melhor conhecimento de seu território. Isso resolve muitos problemas e reduz custos de implantação de projetos”, afirmou.
Também participaram da solenidade o secretário estadual do Meio Ambiente, Jonel Iurk, o deputados federais Eduardo Sciarra e Rosane Ferreira, representantes de universidades e dirigentes das entidades envolvidas no projeto.
APLICAÇÕES — A partir da homologação da Base Hidrográfica Oficial do Paraná, as diversas áreas da administração pública terão uma nova ferramenta de apoio em suas ações. Para a Copel, a nova ferramenta será de extrema utilidade na gestão dos reservatórios de usinas hidrelétricas.
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) terá mais facilidade para formular a expansão do sistema de abastecimento, identificando eventuais novos pontos para captação, e do sistema de coleta e tratamento de esgoto. As prefeituras de todos os municípios também se beneficiarão das informações para a formulação dos seus planos de recursos hídricos e de uso e ocupação do solo.
A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento vai se beneficiar com informações úteis para as ações de água e saneamento rural. Para a Emater, vão permitir o diagnóstico, planejamento, implantação e monitoramento das ações em microbacias, como o programa de combate à erosão do solo.
O Instituto das Águas do Paraná, que responsável pela manutenção e atualização das informações contidas na Base Hidrográfica e nos produtos a ela vinculados, terá facilitadas suas tarefas de emissão da outorga de direito de uso da água, planejamento e implementação das ações do Plano Estadual de Recursos Hídricos e Planos de Bacias, monitoramento hidrológico e classificação da qualidade dos corpos d’água.
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos poderá aproveitar as informações no planejamento e implementação de ações ambientais integradas, visando ao uso e preservação dos rios e aquíferos paranaenses.
Da mesma forma, o Instituto Ambiental do Paraná disporá de novos elementos para o trabalho de licenciamento ambiental. A Mineropar aproveitará os dados em estudos geológicos, o serviço autônomo Paranacidade poderá embasar e orientar os planos diretores municipais e regionais. Para a Comec será uma ferramenta a mais para o planejamento regional ambiental da Região Metropolitana de Curitiba. A Itaipu Binacional usará a ferramenta na continuidade do seu programa Cultivando Água Boa.
Além das instituições do Estado, a Base Hidrográfica poderá ser utilizada por toda a comunidade universitária, servindo como pano de fundo para diversas pesquisas acadêmicas. Ela também servirá como modelo e referência para a geração de produto similar para todos os demais estados brasileiros.
A operação integrada da rede hidrológica de interesse mútuo, com desenvolvimento de trabalhos conjuntos e distribuição de responsabilidades entre os dois agentes, proporciona redução de custos de operação, evitando a duplicidade de esforços e contribuindo para a obtenção de dados precisos e confiáveis para o Sistema de Estadual de Informações sobre Recursos Hídricos.
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