segunda-feira, 20 de junho de 2011

Notícias


Balança comercial tem superavit de US$ 656 mi na terceira semana de junho


O superavit da balança comercial da terceira semana de junho foi de US$ 656 milhões, com média diária de US$ 131,2 milhões. A corrente de comércio foi de US$ 10,412 bilhões (média diária de US$ 2,082 bilhões). As exportações totalizaram US$ 5,534 bilhões e as importações foram de US$ 4,878 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). 
No acumulado mensal, o saldo comercial já alcança o valor de US$ 2,615 bilhões (média diária de US$ 201,2 milhões). Pela média, houve crescimento de 86,3% na comparação com junho de 2010 (resultado médio diário de US$ 108 milhões) e de 25,5% em relação a maio de 2011 (média de US$ 160,3 milhões).   
A corrente de comércio foi de US$ 25,931 bilhões (médio diária de 1,994 bilhão), o que representou aumento de 31,2% na comparação com o resultado médio diário de junho do ano passado (US$ 1,520 bilhão) e crescimento de 2,3% sobre a média de maio deste ano (US$ 1,949 bilhão).   
As exportações no acumulado mensal fecharam em US$ 14,273 bilhões (média diária de US$ 1,097 bilhão) e as importações em US$ 11,658 bilhões (média diária de US$ 896,8 milhões). As vendas brasileiras cresceram 34,9% na comparação com a média diária de junho de 2010 (US$ 814 milhões). Frente a maio deste ano (média diária de US$ 1,055 bilhão), houve aumento de 4,1%. 
As aquisições brasileiras no mercado internacional, nas três primeiras semanas de junho, tiveram aumento de 27% em relação ao mesmo mês do ano passado (média diária de US$ 706 milhões). Na comparação com maio de 2011 (média diária de US$ 894,6 milhões), as importações tiveram crescimento de 0,2%. 

Acumulado anual 
De janeiro até a terceira semana de junho, o superavit foi de US$ 11,170 bilhões (média diária de US$ 96,3 milhões), resultado 49,6% maior que o verificado no mesmo período do ano passado (média diária de US$ 64,4 milhões). Nos 116 dias úteis de 2011, a corrente de comércio somou US$ 206,604 bilhões (média diária de US$ 1,781 bilhão), com aumento de 28,9% sobre a média do mesmo período do ano passado (US$ 1,381 bilhão). 
No ano, as exportações alcançaram US$ 108,887 bilhões (média diária de US$ 938,7 milhões), resultado 29,8% acima do verificado no mesmo período de 2010, que teve média diária de US$ 722,9 milhões. O resultado anual acumulado das importações também foi maior (27,9%) em relação ao ano passado (média diária de US$ 658,5 milhões). Em 2011, as importações somam US$ 97,717 bilhões (média diária de US$ 842,4 milhões).

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Planos de saúde terão prazo máximo para atender pacientes a partir de setembro


Uma resolução publicada nesta segunda-feira (20) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) impõe mais rigor aos planos de saúde no cumprimento de prazos de atendimento aos pacientes. A medida garante ao beneficiário de plano de saúde o atendimento, com previsão de prazos máximos, aos serviços e procedimentos por ele contratados. 
Segundo a resolução nº 259, os beneficiários não poderão esperar mais que sete dias por uma consulta com especialistas das áreas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia. As normas começam a vigorar em setembro.
Para as outras especialidades o prazo de espera será de até 14 dias. Para consultas e sessões com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas educacionais e fisioterapeutas o prazo de espera terá que ser garantido pelas operadoras em até dez dias.
Segundo a ANS, a medida tem como objetivo forçar a operadora a oferecer pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada. No entanto, ela não garante que a alternativa seja a de escolha do beneficiário, porque em alguns locais o profissional de escolha já está em sua capacidade máxima. 


Prazo será cumprido, dizem empresas
Após o anúncio da medida pela ANS, representantes das operadoras de planos de saúde afirmaram que será possível cumprir os prazos estabelecidos pela agência. Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) disse que os prazos “são razoáveis de serem cumpridos”. A organização representa 15 empresas.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) afirmou que os prazos já vêm sendo praticados pelo mercado. Mas alertou que a marcação de consultas e exames é controlada pelos médicos e laboratórios. “Vale lembrar que os médicos têm total controle de suas agendas de marcação de consultas, assim como os laboratórios para exames”, diz a nota.
As operadoras que descumprirem os prazos poderão ser multadas em até R$ 80 mil ou sofrer intervenção pela agência reguladora.


Alternativas e reembolso
Nos casos de ausência de rede assistencial, explica a resolução, a operadora deverá garantir o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município ou o transporte do beneficiário até um prestador credenciado, assim como seu retorno à localidade de origem. Nestes casos, os custos correrão por conta da operadora.
Além disso, em municípios onde não existam prestadores para serem credenciados, a operadora poderá oferecer rede assistencial nos municípios vizinhos.
Casos de urgência e emergência, definiu a ANS, têm um tratamento diferenciado e a operadora deverá oferecer o atendimento invariavelmente no município onde foi demandado ou se responsabilizar pelo transporte do beneficiário até o seu credenciado.
A garantia de transporte estende-se ao acompanhante nos casos de beneficiários menores de 18 (dezoito) anos, maiores de 60 (sessenta) anos, pessoas portadoras de deficiência e pessoas com necessidades especiais, mediante declaração médica.
Caso a operadora não ofereça as alternativas para o atendimento deverá reembolsar os custos assumidos pelo beneficiário em até 30 (trinta) dias. Nos casos de planos de saúde que não possuam alternativas de reembolso com valores definidos contratualmente, o reembolso de despesas deverá ser integral.
De acordo com a ANS, 9% das reclamações recebidas pela agência são sobre demora no atendimento e 60% de negativa de cobertura por parte do plano de saúde. As reclamações podem ser feitas pelo Disque ANS (0800 701 9656), de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.
Antes de publicar a resolução, a ANS realizou consulta pública, quando recebeu mais de 3 mil sugestões.

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Brasil cria 1,17 milhão de empregos em 5 meses.


Resultado é segundo melhor da série histórica. Todos os setores aumentaram geração de vagas com carteira assinada, sinal de que economia do País mantém o vigor, mesmo com medidas adotadas contra inflação

Entre janeiro e maio foram gerados no Brasil 1.171.796 empregos formais, segundo melhor resultado na série histórica da pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ficando atrás apenas do registrado em 2010, quando foram abertos 1.383.729 postos. 

Em maio, foram geradas 252.067 novas vagas com carteira assinada, terceiro melhor resultado da série histórica Caged, superado apenas pelo resultado de maio de 2004, com 291.822 postos, e maio de 2010, com 298.041. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (20), pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. 
De acordo com o ministro, os números recordes registrados em 2004 e 2010 mostravam um dinamismo excepcional no mercado de trabalho nesses anos. “Em maio geramos o primeiro milhão de empregos do governo da presidenta Dilma. Quem aposta na inflação já perdeu, pois o governo mostrou que tem mecanismos para contê-la. Por isso repito que não há desaceleração na empregabilidade e que o Brasil ainda vai gerar muitos empregos neste ano”, comentou ele. 
A criação de empregos no mês de maio foi oriunda do recorde de admissões para todos os meses do Caged, com 1.912.665, e o segundo maior resultado de demissões para todos os meses da série histórica, com 1.660.598 desligamentos. Isso mostra que há grande movimentação da mão de obra, e com este dinamismo o mercado de trabalho se mantém aquecido. 
Entre os setores, todos registraram aumento no saldo de empregos em maio. Serviços, com a geração de 71.246 empregos celetistas, e a Construção Civil, com 28.922, tiveram o segundo melhor saldo para o mês. A Agricultura também apresentou um bom desempenho, com crescimento de 5,11% em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada no mês anterior, a maior taxa de crescimento entre os setores, e a abertura de 79.584 postos de emprego formal. 
Entre os 25 subsetores, somente a Indústria de Calçados e a Indústria Têxtil fecharam vagas no período. 
O Centro-Oeste registrou saldo recorde para maio, com a geração de 21.829, um aumento de 0,80% em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada no mês anterior, segundo melhor resultado entre as regiões. O Sudeste puxou a geração de empregos, com a abertura de 174.836 novas vagas, terceiro melhor resultado para o período. O Sul criou 25.741 postos, terceiro melhor saldo para o mês, o Nordeste 25.094 e o Norte 4.567.

Áreas Metropolitanas
O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas (BA, CE, MG, PA, PE, PR, RJ, RS e SP) cresceu 0,42%, representando a geração de 65.070 postos de trabalho, o terceiro melhor desempenho da série histórica do Caged. No Interior desses aglomerados urbanos, o emprego cresceu 1,08%, corresponde ao incremento de 143.823 postos de trabalho, devido, primordialmente, ao desempenho do setor Agrícola.

Assistência social

Fernanda Richa entrega produtos para Apae de São José dos Pinhais.

A presidente do Provopar e secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, fez nesta segunda-feira a entrega de mercadorias apreendidas pela Receita Federal. Foram entregues três mil, quinhentos e cinqüenta produtos para a Apae, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, de São José dos Pinhais, região Metropolitana de Curitiba. Os donativos serão vendidos em um bazar beneficente nos próximos dias, gerando recursos para a entidade. Fernanda Richa disse que, mesmo atravessando um momento de dificuldades financeiras, foi possível ao Provopar fazer a doação graças ao apoio da Receita Federal. De acordo com ela, a meta é colocar o orçamento em ordem para auxiliar mais instituições, em todo o Estado.O presidente em exercício da Apae de São José dos Pinhais, Raul de Souza Pereira, revelou que a instituição vive momentos de dificuldades.A instituição beneficiada, na Escola Especial Amor Perfeito, no Jardim Dona Letícia, atende 135 crianças e adolescentes. Na outra unidade, no bairro Costeira, a Apae abriga 166 alunos maiores de 17 anos. Entre as mercadorias doadas pelo Provopar estão bolsas, camisas, camisetas, bermudas, meias de futebol, estojos de maquiagem e brinquedos.

Segurança

Beto Richa entrega obra e viaturas para a Polícia Militar da região Norte.

O governador Beto Richa inaugurou nesta sexta-feira uma trincheira sob a linha férrea que atravessa a cidade de Cambé. Ele entregou dezenove viaturas para reforçar a ação da Polícia Militar nos municípios da região norte. Segundo o governador, mesmo com as dificuldades financeiras do estado, o investimento em segurança nunca parou.Construída em um movimentado entroncamento urbano, a trincheira era uma reivindicação de décadas do município e vai beneficiar uma comunidade onde vivem aproximadamente vinte mil pessoas. O governador enfatizou que a obra vai garantir mais segurança aos moradores, além de fazer a ligação entre importantes regiões.Com investimento de três milhões e oitocentos mil reais a passagem vai desviar o tráfego de veículos do atual cruzamento entre as avenidas Curitiba e Belo Horizonte, o pátio de manobras e a linha de trens da empresa América Latina Logística . Para o secretário da Casa Civil, Durval Amaral, a obra vai unir as comunidades e dar segurança para toda a região.Para o prefeito de Cambé, João Pavinato, a entrega da trincheira é um momento histórico. De acordo com ele a obra pertence ao povo e é um sinal de vida para a comunidade. Ao entregar 19 novas viaturas para a Polícia Militar, o governador Beto Richa disse que o trabalho dedicado dos policiais civis e militares, somado ao planejamento e aos novos investimentos do governo estadual, já apresenta resultados sensíveis na redução da criminalidade. Para o secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, o trabalho que vem sendo realizado já promoveu a redução no número de homicídios no Estado, interrompendo uma curva histórica de crescimento.Os veículos foram entregues foram entregues ao quinto Batalhão da Polícia Militar e serão utilizados na segurança pública em oitenta e nove municípios da região de Londrina, onde vive uma população de um milhão e seiscentas mil pessoas.

Saúde

Paraná é o Estado que mais vacinou contra a poliomielite.


O Paraná é o Estado que mais vacinou contra a poliomielite (paralisia infantil) em todo Brasil, na primeira fase da campanha antipolio, iniciada no sábado (18). Até o começo da tarde desta segunda-feira (20) 641 mil crianças já haviam sido imunizadas, o que corresponde a 88% do público-alvo total estimado pelo Ministério da Saúde. O segundo Estado é o Rio Grande do Sul, com 84% de cobertura (557 mil crianças), seguido pelo Amapá, com 82% (58 mil crianças).

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, acompanhou a vacinação sábado (19) na Unidade de Saúde Jardim das Graças, em Colombo. “A vacinação é importante para continuarmos mantendo o vírus da poliomielite longe do Estado. Com uma boa cobertura vacinal diminuem as chances de o vírus voltar a circular”, afirmou.
O superintendente de vigilância em saúde, Sezifredo Paz, lembra que a vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde e em postos volantes organizados pelos municípios. Os pais podem levar seus filhos para receber a dose da gotinha até o fim do mês.
Para incentivar a vacinação a Prefeitura de Colombo preparou uma grande estrutura na Unidade de Saúde Jardim das Graças. Uma cama elástica e piscina de bolinhas foram instaladas para que as crianças pudessem se divertir. Também houve apresentação da equipe Teatro de Fantoches “Quem tem medo de dentista?”. “É um investimento na saúde. Estamos protegendo o futuro das nossas crianças. É importante ressaltar o grande apoio que recebemos do governo estadual em nossas ações”, disse o prefeito José Antonio Camargo.
William Ribeiro, pai das pequenas Bianca e Beatriz, diz que sempre leva suas filhas para serem vacinadas “Eu participo de todas as campanhas, pois sei que é muito importante para a saúde delas”.
Para Joyce Cristina, mãe de Yasmin Cristina, a vacinação é essencial para garantir a saúde das crianças “Fico mais tranquila em saber que ela está imunizada” explicou.
A DOENÇA – A poliomielite é uma doença infecciosa e altamente contagiosa. Ela afeta o sistema nervoso central e leva a pessoa a ter paralisia com deformidades, podendo levar a morte. A transmissão ocorre via fezes de pessoas contaminadas, vias respiratórias, ou alimentos e água contaminada.
Devido às campanhas de vacinação realizadas desde a década de 80, a poliomielite foi erradicada no Brasil. No entanto, ainda há registros da doença em países da África e da Ásia. No Paraná o último caso da doença foi diagnosticado em 1986, na região metropolitana de Curitiba.

Emprego

 Paraná gera 16,7 mil novos empregos formais e já tem saldo de 91 mil no ano
O Paraná teve um saldo de 16.789 novos empregos com carteira assinada em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Ministério do Trabalho. Com isso, manteve-se líder na geração de postos de trabalho na região Sul e consolida-se entre os quatro estados que mais geram empregos, juntamente com São Paulo (86.737), Minas Gerais (56.977) e Rio de Janeiro (18.603).
O resultado do Paraná – apurado com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – é 0,68% maior que o apresentado no mês anterior, O interior do Estado foi responsável por cerca de um quarto das contratações (12.480), enquanto a região metropolitana de Curitiba gerou 4.309 postos, alta de 0,43%.
Com os resultado de maio, subiu para 91.039 o número de novas vagas formais de trabalho nos cinco primeiros meses do ano no Paraná. O aumento em relação ao mesmo período de 2010 foi de foi de 3,82%, acima do registrado no Brasil (3,26%).
SETORES – Entre os setores, a indústria foi a que mais contratou em maio no Paraná: saldo de 4.786 postos de trabalho e aumento de 0,7% em relação a abril. O comércio gerou 2.894 novos empregos, crescimento de 0,51% comparado ao mês passado.
O setor de serviços contratou 3.734 novos trabalhadores, alta de 0,44%. A agropecuária gerou 1.342 empregos (+1,22%), a extrativa mineral (51 empregos), a administração pública (158) e os serviços industriais de utilidade pública (62).
A construção civil aparece em destaque com 3.762 novos postos no mercado formal, resultado 2,8% maior que o apresentado no mês anterior. Para analistas, o crescimento do mercado de trabalho no setor da construção civil é um bom sinal para toda a economia.
O secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli, diz que o quadro revelado pelo Caged é sentido diariamente nas Agências do Trabalhador. “As agências oferecem diariamente mais de 1,2 mil vagas de emprego com carteira assinada em todo o Paraná, cerca de 700 oportunidades só em Curitiba”, aponta.
Romanelli avalia que o Paraná deve se manter em 2011 entre os líderes nacionais na geração de empregos. “O bom desempenho paranaense se deve, entre outros fatores, à qualificação profissional, à atração de novos investimentos e ao maior salário mínimo regional do País”, afirma.
Em todo o Brasil o Ministério do Trabalho verificou a geração de 252.067 empregos em maio, crescimento de 0,69% em relação a abril. De janeiro a maio, o saldo de contratações chegou a 1.171.796.

Indústria e Comércio

Governo inicia diagnóstico para plano de qualificação profissional.

Para atender as necessidades do setor produtivo e aumentar a competitividade do Paraná na atração de novos investimentos, o governo do Estado iniciou nesta segunda-feira (20) um amplo debate sobre qualificação profissional. A ação faz parte do programa Paraná Competitivo e reuniu sindicatos, associações, federações, universidades, entidades do Sistema S, lideranças políticas, representantes patronais e dos empregados para debater os problemas e as demandas referentes ao tema.
O governador Beto Richa disse que o Paraná conta hoje com um grande programa de desenvolvimento econômico e social que está atraindo empresas e incentivando outras a ampliar suas produções. Isso, no entanto, gera outras necessidades, como a qualificação de mão de obra e capacitação profissional. “Estamos na iminência de um apagão de mão de obra no Brasil. É necessário preparar o Estado para esse novo momento de desenvolvimento”, ressaltou.
Para vencer esse desafio, disse Richa, o governo conta com a participação do setor produtivo e com entidades ligadas à área. “A palavra é cooperação. Todos defendem os interesses do Paraná. O governo quer parcerias com as entidades, sistema S, com instituições, universidades. Estamos de braços dados com o setor produtivo”, afirmou.
No encontro, foram distribuídos questionários para avaliar até que ponto os cursos profissionalizantes existentes hoje representam as necessidades do mercado de trabalho. “Assim como em outras reuniões do Paraná Competitivo, queremos nesta reunião de trabalho organizar os esforços para gerar melhores resultados com os recursos que já existem”, explicou o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros. “As respostas vão nos ajudar a ter o mapeamento da situação.”
O secretário do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli, disse que o governo trabalha na formatação de um Sistema Estadual de Qualificação Profissional, a ser criado por meio de lei. “Temos o grande desafio de criar programas específicos para atender as demandas dos diversos setores”, afirmou. Segundo ele, o sistema contaria inclusive com a criação de um Fundo de Apoio ao Trabalho para captar recursos para serem aplicados na capacitação. “Hoje os recursos não são suficientes. O mercado está aquecidíssimo e há muita demanda”, disse Romanelli.
O vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, lembrou que a criação dos cursos deve estar ligada às demandas regionais. Arns afirmou que essa relação pode ajudar a reversão da preocupante estatística segundo a qual somente 15 % dos jovens buscam as universidades. “Precisamos levar os cursos para os locais pretendidos e estar atentos às modificações das demandas”, afirmou.
Para atender às necessidades regionais, o governo também pretende utilizar as universidades estaduais, que contam hoje com mais de 370 cursos de graduação. “Temos instituições de ensino e pesquisa capazes de formar recursos humanos de acordo com a demanda”, frisou o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal.
PARTICIPAÇÕES – A reunião contou com mais de 200 participantes, que por cerca de duas horas discutiram assuntos ligados à qualificação profissional. Segundo o presidente da Associação Comercial do Paraná, Edson Ramon, o encontro foi um momento histórico para o Paraná. “A verdadeira vantagem competitiva de um estado é a qualificação profissional da sua mão de obra”, disse.
O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), José Eugênio Gizzi, afirmou que os cursos profissionalizantes atendem a demanda do setor. “Contudo, precisamos também achar alternativas para aumentar a disponibilidade de mão de obra”, disse.
Representantes de vários segmentos da economia apresentaram suas necessidades. O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes, Péricles Salazar, disse que faltam cursos específicos para o setor. “Há muitos cursos, mas eles não atendem a demanda do setor de carnes no Paraná. Cito o caso da falta de mão de obra na área de desossador”, disse.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho, Adir de Souza, cobrou a criação de mais cursos de qualificação gratuitos por meio de parcerias com o governo do Estado e com as secretarias de educação municipais ou estadual. “Também sugiro um maior debate sobre o tema. O Paraná e os seus trabalhadores têm muito a ganhar”, disse o sindicalista, que também faz parte da direção nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Para o secretário do Trabalho de Curitiba, Paulo Bracarense, a preocupação com a qualificação profissional deve ser acompanhada do esforço para melhorar o ensino regular. “É preciso qualificar desde o ensino básico até o superior”, disse.
A ideia foi ao encontro das situações vivenciadas no setor de telefonia, segundo presidente do sindicato do segmento, Hélio Bampi. “Muitas vezes temos o candidato, mas ele não é considerado apto pelo perfil e pela formação básica”, disse.
Também participaram do encontro o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures; o reitor da UFPR, Zaki Akel; o presidente da Faciap, Rainer Zielasko; os secretários estaduais Wilson Quinteiro (Relações com a Comunidade) e Edson Casagrande (Assuntos Estratégicos); os deputados federais Cida Borghetti e Eduardo Sciarra; prefeitos; vereadores e lideranças políticas e do setor privado.
PARANÁ COMPETITIVO – O programa Paraná Competitivo possui cinco vertentes com o objetivo de aumentar a competitividade da economia paranaense nos mercados nacional e internacional. Além da qualificação profissional, há mais quatro linhas de ação: fiscal, que modernização e flexibilizou a política estadual; internacionalização, que recentemente gerou a criação da Agência de Internacionalização do Estado; infraestrutura, que está em andamento e desburocratização.
Em menos de seis meses o programa já atraiu mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos para o Paraná.

Em Reunião com Diretores de Escolas do NRE de União da Vitória.


 




 



 

Vice Governador agradece a Guarnição dos Bombeiros de Manoel Ribas.